Luiz Augusto Ferreira (Guto) é jornalista, pós-graduado em Gestão Pública e Mestre em Comunicação Corporativa. Atualmente atua como Supervisor Geral de Empreendedorismo e, no final de março de 2012, assumiu a presidência do Banco de Microcrédito do Município de São Paulo.

Participou do Interact Club Rio Branco por três anos e, posteriormente, esteve no Rotaract Mackenzie por cinco. Neste período passou pelos cargos de: tesoureiro, secretário, protocolo RDI (Representante Distrital de Interact) e presidente – tanto em Interact como em Rotaract. Guto também foi o 1º interactiano do Distrito 4.610 a receber a comenda Paul Harris.

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Confira a entrevista de Luiz Augusto Ferreira e o que ele diz sobre a influência do Rotaract em sua vida. Vale a pena!


Como conheceu o Rotaract?

Conheci o Rotaract no período em que fazia parte do Interact Club Rio Branco. Naquela época, 1996/97 se não me engano, o Rotary Club São Paulo patrocinava dois Rotaracts, um deles era o Mackenzie, que a gente considerava como um irmão maior. Na verdade o Rotaract sempre foi um espelho pro nosso trabalho de Interact.

Quando entrou no clube e quanto tempo participou dele?

Um ano antes de estourar a idade eu já sabia e queria fazer parte do Rotaract Mackenzie. Entrei em 1999, como tesoureiro. No ano seguinte fui eleito presidente.  Participei até 2003, um período muito intenso de atividade rotaractiana, em que o Mackenzie tinha o maior quadro social do distrito, era um dos clubes mais ativos e, via de regra, era reconhecido como um grupo realizador e com muitos projetos.

Conte algum projeto ou experiência marcante.

Eu me acostumei a dizer que toda a experiência vivida em Interact e Rotaract é marcante. Cada uma com um valor único e um aprendizado inesquecível, mas tenho uma lembrança muito agradável.

Foi um projeto na FIC – Fraternidade Irmã Clara, uma instituição que trabalha crianças com paralisia cerebral, na Barra Funda. No dia em questão decidimos dar um passeio com as crianças atendidas pela FIC no calçadão do Memorial da América Latina. Foi uma sensação diferente e muito muito gratificante. Nós as empurrávamos nas cadeiras de roda e elas riam…riam muito. Foi uma manhã incrível. Depois retornamos a sede da entidade e lemos histórias pra elas. Emociono-me até hoje só de lembrar.
Conte alguma história curiosa ou engraçada.

Desde sempre o Rotaract Mackenzie tem suas histórias e seus folclores. Sempre ouvi muitas delas com admiração. Tempos depois de eu ter saído do Rotaract, por volta de 2004 ou 2005 eu resolvi abrir uma caixa com vários pertences meus de Interact e Rotaract. Queria relembrar a minha história. É sempre gostoso rever fotos e crachás.

E qual não foi a minha surpresa quando encontrei uma flâmula do Mackenzie, ainda como D.461. Eu não lembrava como ela tinha ido parar na caixa, se alguém me passou esta flâmula ou o que. Acredito que ela deva ter pelo menos uns 20, talvez 25 anos. Até hoje, ela está em um lugar muito especial no meu quarto, como uma raridade e me faz lembrar que fiz parte do maior Rotaract Club do Distrito e um dos maiores do mundo. E ainda não decidi quando e se vou doar esta relíquia para o museu do Rotary.

O que o Rotaract acrescentou na sua vida?

Boa parte do que eu construí de valores se deve ao aprendizado e vivência em Rotaract . O treinamento de liderança, a responsabilidade de ser presidente e comandar um clube, tomar decisões ou mesmo debater assuntos do servir em uma CONARC. Tudo isso me fez crescer e pude usar muito do que aprendi na minha vida profissional.

Ainda tem amigos desta época?

Claro que tenho. Amigos que inclusive vem da época de Interact e também passaram pelo Rotaract, como Aldo Pini (Mackenzie), Wagner Orlandi (AVP), Maria Beatriz (Mackenzie), Débora Kawamura e Leandro Dugaich (EMBU) e tantos outros. Obviamente o contato diminuiu, mas sempre estamos nos falando, sobretudo pela internet.

Qual a importância do Rotaract?

O Rotaract desenvolve um papel incrível na formação de novos líderes. Na verdade mais que isso. Acredito, mesmo, que o Rotaract tem a condição de preparar uma geração com um conceito de cidadania mais sólido.

O modelo que se aplica em Rotaract poderia facilmente ser replicado com sucesso em outras instituições que lidam com o jovem, sobretudo em uma faixa etária de transição, dos 18 aos 30. Muita coisa acontece neste período e nem sempre o jovem está preparado para lidar com estas mudanças. O Rotaract é completo. Permite para aquele que quer aproveitar toda sua potencialidade, evoluir em várias áreas do conhecimento.

Por que um jovem, hoje, deveria entrar no Rotaract? Quais características
você acha que ele deve ter?

Eu defendo um conceito que talvez muitos torçam o nariz. Por muitos anos ouvi as pessoas defendendo uma seleção naqueles que entram em Rotaract. Não acredito que se deva ter uma característica para entrar em Rotaract. Claro que se tiver algo em que se destaque, poderá aperfeiçoar e ser melhor no que ele já tem de bom, mas se o trabalho é bem feito, acredito que se possa moldar um líder, que se possa incutir e passar valores, mudar pessoas.

Eu acredito que esta é a grande mágica do Rotaract. Mudar as pessoas, transformar o chumbo em ouro. É por isso que é tão apaixonante! Aqueles que não se adequarem saem naturalmente, isto é comprovado. Mas todos merecem uma chance de viverem Rotaract.

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